quarta-feira
22.07.2009_ Estude na Europa de graça 
Site Universia selecionou 61 dos principais programas de financiamento de estudos no Velho Continente. Há opções para pessoas com até 45 anos.
O Universia elaborou um especial em seu site (www.universia.com.br) sobre oportunidades de estudo com bolsa na Europa. A entidade é a maior rede ibero-americana de colaboração universitária, que integra 1.100 universidades e instituições de ensino superior em 15 países, com o apoio do Grupo Santander. O pessoal do site selecionou 61 programas de bolsas em países do velho mundo, para graduandos e para aqueles interessados em fazer pós-graduação, com oportunidade para pessoas de até 45 anos de idade.
“São opções em todo o continente, um dos destinos mais procurados pelos estudantes e professores brasileiros, depois dos Estados Unidos. Reunimos informações de entidades que lançam bolsas de estudos, ONGs, organismos governamentais. Nossa idéia foi separar as oportunidades por país para facilitar a escolha”, comentou o editor-chefe do portal, Renato Marques. Além dos principais destinos a seleção inclui países pouco lembrados pelo brasileiro.
Segundo Marques, o interessado numa bolsa de estudo primeiro tem de definir qual será o seu país de destino e depois partir para as entidades que oferecem oportunidades. “Alguns programas funcionam diretamente com a universidade, como é o caso da Universidade La Rioja (Espanha). No programa Erasmus Mundus (mantido pela União Europeia), por exemplo, o candidato só vai se for aceito pela instituição de ensino”, comenta. Ou seja, para tentar uma vaga, o contato com a instituição tem de começar em casa, pela internet. “É necessário achar o professor, mas não é difícil. É possível. O internauta pode buscar comunidades, procurar pelo professor, sua linha de pesquisa”, salienta, referindo-se às chances de cursos de pós-graduação. “As universidades que mantém os programas, têm interesse em facilitar este intercâmbio, mostrar quem são os professores e suas pesquisas.”
Este tipo de aproximação é necessária para quem pretende emplacar uma pós-graduação. Em cursos de graduação o processo é mais simplificado, dependendo de inscrição direta e, claro, um pouco de sorte. É bom lembrar que os melhores currículos escolares sempre têm mais chances. Entidades como Fundação Carolina, da Espanha, trabalha com carta de aceitação de universidades. Para ter a bolsa o estudante tem de garantir declaração da instituição.
LÍNGUA
O editor do portal Universia diz que nem sempre os programas exigem fluência na língua nativa, e dá o exemplo das bolsas de graduação oferecidas pelo governo da Rússia, que já oferecem aulas do idioma local. “No caso dos cursos de pós, no entanto, é necessária a fluência”. O inglês é uma das línguas mais versáteis para se investir. Em países como a Holanda, o governo disponibiliza bolsas a estudantes estrangeiros, inclusive brasileiros, com oportunidades para mestrado, doutorado e cursos de curta duração, todos na língua inglesa. É claro que isso não é regra e a fluência no idioma local é imprescindível.
Muitas instituições exigem certificados de proficiência na língua. No caso do inglês, um dos títulos mais pedidos é o Toefl, sigla para Teste de Inglês como Língua Estrangeira. “A diferença do Toefl (lê-se táfou) para outros exames é que ele dá uma pontuação de 0 a 120. Então a escola consegue definir um ponto de corte, uma referência para selecionar o nível de inglês desejado para se ingressar na instituição. Além disso, é um exame que tem validade de dois anos então sempre é muito atualizado. Na média a menor nota exigida é 80. A partir de 100 a pessoa já pode pleitear bolsas”, afirma Daniyelle Araújo, orientadora da Associação Brasil-América (ABA).
Um teste como este custa US$ 185, portanto é necessária um pouco de dedicação à língua antes de encarar a prova, que além dos conhecimentos, capacidade de compreensão e dissertação, exige do aluno tempos específicos para a elaboração da prova. Para o inglês outro muito solicitado é o Ielts, ou Língua Inglesa Internacional, coordenado no Brasil pela Cultura Inglesa.
Há diversos outros para as mais diversas línguas.
Para a Espanha há o Dele, Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira, no francês há o Delf, Diploma de Estudos em Língua Francesa e tantos outros.
Por Leonardo Spinelli
lspinelli@jc.com.br
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